sexta-feira, 22 de junho de 2012

COBIT – Princípios Básicos


Para que possamos entender o modelo do Cobit, precisamos identificar as características gerais que o norteiam, pois são elas que embasam toda a “arquitetura” do mesmo, mas para entendermos de forma consistente essas características, precisaremos entender os Princípios Básicos, pois são eles que as direcionam.

Caros leitores, é bem legal verificar que os caras que pensaram o modelo tiveram um raciocínio simples, mas ao mesmo tempo tão bem encadeado, que permitiu a explosão dos princípios básicos em características e consequentemente em todo o arcabouço de conceitos e definições que este  modelo tem. Fiquem atentos para a genialidade do negócio:

Objetivos de negócios requerem informações: As informações que vão subsidiar as tomadas de decisão do negócio devem atender aos critérios de qualidade (efetividade e eficácia), segurança (disponibilidade, integridade e confidencialidade) e adequação legal (conformidade e confiabilidade).

Informações são produzidas por recursos de TI: Para que as informações sejam produzidas com os critérios descritos no item anterior, é preciso recursos. Mas que recursos? O Cobit considera como recurso, não apenas a infraestrutura, mas também pessoas, dados e aplicações (falaremos mais sobre isso em outras postagens!!!)

Recursos de TI são gerenciados por processos: Os recursos utilizados para produzir as informações devem ser gerenciados por processos, com a definição de responsabilidades e metas.

Processos devem ser controlados: Para garantir que estão sendo feitos de forma correta, os processos devem ser medidos e controlados por meio de indicadores de desempenho e indicadores de resultado.

Perceberam como as ideias são encadeadas, uma dependendo da outra? Isso é simples e genial!! (ninguém sentiu um arrepio, daqueles que só acontecem quando descobrimos algo novo?) Alguns podem dizer, que besteira! Não vi nada de mais... ah não? Então esperem os próximos capítulos e vejam como estes princípios básicos são capazes de se expandirem em conceitos, ferramentas e processos dentro do Cobit!!!

Vocês não perdem por esperar...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

COBIT – Introdução – Visão Geral do Modelo


Finalizando os prolegômenos(1) sobre o COBIT (vixi que falei bonito, hein?), mostraremos e explicaremos um pouco, nesta postagem, a visão geral do modelo, ilustrada abaixo.



A figura mostra que no começo do modelo, acima de qualquer coisa, estão os objetivos de negócio (caixinha na cor verde). Estes objetivos requerem informações que devem ser subsidiadas pela TI. Para que isso aconteça da forma correta e para que a TI esteja alinhada ao negócio, o COBIT propõe em seu modelo três grandes áreas de atuação, quais sejam: a operação, onde a informação será produzida (caixinhas em Vermelho); a mensuração, que verifica a medição da performance dos processos que irão gerar as informações necessárias para o negócio (caixinhas azuis) e a área de controle que verificam se os processos estão sendo executados de forma correta (caixinhas brancas), lembrando as origens baseadas em auditoria do modelo.

É importante salientar que a caixinha amarela, onde estão os objetivos de TI e os processos de TI, fazem parte e são o início para qualquer uma das três grandes áreas descritas no parágrafo anterior. Os objetivos de TI derivam dos objetivos de negócio, para concretizar o famoso alinhamento entre TI e negócio. Por sua vez, estes objetivos de TI são alcançados por meio de processos de TI que são quebrados em atividades (área de operação) para obter os resultados, mas que também devem ser medidos e controlados (áreas de mensuração e controle) para que seja possível verificar se estou alcançando os resultados esperados e se estou executando os processos de forma correta.

Assim, podemos verificar que o COBIT trata os processos de TI como meios para a TI entregar valor e favorecer o alcance dos objetivos de negócio da organização. Por isso, este modelo é chamado de guarda-chuva, uma vez que tem uma visão mais holística da TI (hoje eu tô arretado mesmo!!!) e não focada em apenas uma especialização, como por exemplo, infraestrutura ou desenvolvimento de software.

(1) – Para aqueles que ficaram com uma pulga atrás da orelha com o termo “prolegômenos”, vai aqui uma “explicaçãozinha” rápida sobre o termo. Prolegômenos significa introdução, primeiros tópicos ou resenha inicial.

Nas próximas postagens abordaremos os princípios do COBIT e suas características, vocês não perdem por esperar...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

COBIT – Introdução - Governança de TI


Continuando a introdução ao COBIT, iniciada na postagem anterior, e levando em consideração que a partir da versão 4.1 o foco desta metodologia passou a ser a governança de TI, precisamos entender como o COBIT a conceitua e a entende. Governança de TI, na visão do COBIT, é “responsabilidade da alta direção. Consiste em liderança, estruturas organizacionais e processos que garantam que a TI corporativa sustenta e estende as estratégias e objetivos da organização”. Interpretando, Governança de TI não é exclusividade da TI, na verdade a TI faz parte dela, mas a responsabilidade é da alta direção da empresa, pois, é ela que direcionará os caminhos da TI, em termos de estrutura, processos e metas a fim de que esta atenda as necessidades do negócio, fazendo o famoso alinhamento entre negócio e TI, ou seja, fazendo com que a TI deixe de ser um custo para ser um investimento na melhoria dos negócios.

De forma resumida podemos colocar que o COBIT entende a Governança de TI da seguinte forma (técnica das 4 perguntinhas mágicas):

  • O quê – Liderança, estruturas organizacionais e processos.

  • Quem – Executivos e alta direção (inclusive área de TI).

  • Para quê – Fazer com que a TI corporativa sustente e estenda as estratégias e objetivos da organização.

  • Como – Controlando os processos e os recursos necessários para produzir informações que sejam capazes de ter qualidade, segurança e que sejam adequadas em termos legais.

Sabemos que implementar a Governança de TI não é uma tarefa das mais fáceis e que existem uma série de desafios que são apresentados para os gestores, mas para direcionar o esforço, o COBIT definiu que o foco da governança de TI deve estar em cinco pontos principais. São eles:

  • Alinhamento estratégico – Garantir que negócio e TI estejam “remando” para o mesmo lado.

  • Agregação de valor – Não adianta apenas remar para o mesmo lado, há a necessidade de se ter retorno em relação ao investimento feito na TI.

  • Gerenciamento de recursos – Sempre otimizar o uso dos recursos, não apenas os financeiros.

  • Gerenciamento de riscos – Incorporação da prática de gerenciamento de riscos nos processos de TI.

  • Mensuração de desempenho – Usar o BSC (Balanced scorecard) para avaliar a TI em todas as suas dimensões.

Caros leitores, percebam que no foco “Mensuração de desempenho”, o COBIT faz referência direta ao BSC, como forma de definir os objetivos estratégicos de TI, baseado, obviamente, nos objetivos estratégicos do negócio.

Ficamos por aqui, na próxima postagem continuaremos com as informações iniciais sobre o COBIT! Até lá e...

… Sigam-me os bons!!!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

COBIT – Introdução - Histórico


O COBIT – Control OBjectives for Information and related Technology, é um framework de melhores práticas criado pela ISACA que tem como missão “Pesquisar, desenvolver, publicar e promover um conjunto de objetivos de controle para tecnologia que seja embasado, atual, internacional e aceito em geral para o uso do dia a dia de gerentes de negócio e auditores”.

Caros leitores, percebam algumas palavrinhas/expressões mágicas na missão do COBIT que dão uma pista do que realmente trata este framework de melhores práticas. A primeira expressão é “...objetivos de controle...”. Hmmmm... O COBIT tem como foco principal o gerenciamento da TI, por meio do controle, para que a mesma esteja alinhada com os objetivos de negócio. Uma outra expressão marcante é a seguinte: “...uso do dia a dia de gerentes de negócio...”. Esta última expressão corrobora o pensamento anterior e dá ao COBIT a ideia de modelo guarda-chuva, uma vez que tem que estar preocupado com a TI como um todo, já que é usado pelos gerentes de negócio, ou seja, não pode ser um modelo que mergulhará em um único aspecto de TI específico (infra, desenvolvimento, etc). Terá que ver tudo mesmo...

Em termos históricos, a primeira versão do COBIT nasceu em 1996 e nada mais era do que um Check List sobre auditoria em TI (daí o porquê deste framework ser voltado para o controle, sacaram?). A segunda versão veio dois anos mais tarde, em 1998, e incorporou uma séria de atualizações de referências no campo da auditoria de TI (continuamos com a ideia do Check List).


Em 2000, o mundo foi abalado com alguns escândalos que assombraram Wall Street, como por exemplo o caso ENRON, mega empresa de energia americana que forjava os seus dados contábeis e fiscais, maquiando-os e escondendo informações relevantes de seus acionistas. Neste ano foi criada, nos USA, a lei SOX (Sarbanes & Oxley – Nome dos proponentes da Lei) e o COBIT viu-se obrigado a incorporar os seus princípios, para manter-se atualizado com as novas exigências legais. Veio então a terceira versão que trazia contigo um guia de Governança Corporativa.

A partir da quarta versão, lançada em 2005, o COBIT passou a ter mais a cara que ele tem hoje. O foco passou a estar mais na Governança de TI e não na auditoria, apesar de manter em seu DNA a ideia do controle por meio de medições de indicadores de TI. Já em 2007, veio a versão 4.1, com refinamentos em relação à versão anterior.

Em 2011 o COBIT fez o lançamento da versão 5, que ainda não está sendo muito utilizada, mas que em breve deverá absorver todo a versão 4.1 e ampliar a sua área de atuação. No nosso blog, vamos explorar mais a versão 4.1 por ser a mais usada, mas traremos as novidades da versão 5.0 na medida do possível!!!

Vamos juntos?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

COBIT – Coffee Break 1 – Para que serve a Utopia?


Queridos leitores, damos início nesta postagem a mais uma intrigante viagem! Dessa vez vamos explorar o COBIT, também conhecido como o modelo guarda-chuva da gestão de TI. Vocês não sabem o porquê? Não se preocupem que vamos explorar esse assunto durante a nossa caminhada, porém gostaria de nos permitir um Coffee Break antes de adentrarmos neste novo assunto do nosso blog (Faz tempo que não temos um, né?).

Neste Coffee Break gostaria de conversar com vocês sobre a seguinte indagação: Para que serve a utopia? Esta pergunta foi feita por um aluno de uma universidade, durante a palestra do poeta e escritor uruguaio Eduardo Galeano junto com o cineasta argentino Fernando Berri. O cineasta saiu com a seguinte resposta que gostaria de compartilhar com vocês: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.

Pensando um pouco sobre a resposta e trazendo-a para a nossa “realidade”, acho que o cineasta e o escritor conseguiram sintetizar exatamente o que sinto em relação à Gestão Inteligente de TI. A Utopia deve ser a meta (processos, modelos, estruturas, enfim tudo implementado e funcionando perfeitamente), mas sabemos que a realidade não nos permite alcançá-la, o que não nos impede de caminharmos, sempre, melhorando e nos abastecendo da necessidade de buscá-la...

Para completar, coloco abaixo o resto da entrevista do Eduardo Galeano, onde ele trata de um mundo utópico e, com certeza, bem melhor!!!! Não deixem de assistir, vale muito a pena...



A partir da próxima postagem iniciaremos a nossa “caminhada” pelo Cobit, em busca da nossa utopia: uma Gestão de TI inteligente, completa, eficiente, eficaz e que sirva como alicerce para o crescimento das empresas e do nosso país!!!!

Vamos juntos?

… então

... Sigam-me os bons!!!!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Próximos Passos

Queridos leitores, após uma longa viagem pelo universo do ITIL V3 chegou o momento de pensarmos nos próximos passos do nosso humilde blog.

Depois de falarmos de governança de TI (Matriz de responsabilidade e modelos), de projetos (PMBOK – 3ªe 4ª edições) e de gerenciamento de serviços de TI (ITIL V3), acredito que o melhor seja darmos continuidade ao planejamento que havíamos feito quando terminamos o assunto PMBOK, vocês lembram? Não? Então vamos lá:
  • COBIT
  • CMMI
  • MPS.br
  • APF
Com essa agenda, ao passarmos pelo COBIT, esgotaremos o assunto governança de TI e entraremos na área do desenvolvimento, com os modelos de qualidade do CMMI e do MPS.br e com a técnica da APF para mensuração de software.

Depois disso entraremos em outras cearas mais profundas sobre uma Gestão de TI Inteligente.

Vamos juntos?

Então tá! Apertem os cintos porque vamos decolar em mais uma viagem interessante em um dos modelos mais abrangentes da TI, o COBIT!!!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

ITIL V3 – Melhoria de Serviço Continuada – Processos – Medição de Serviço


Finalizando os processos da fase de Melhoria de Serviço Continuada, do ciclo de vida de serviço preconizado pela biblioteca ITIL V3, vamos falar sobre a “Medição de Serviço”. Já falamos em várias postagens da importância da medição do serviço para que possamos aferir seu desempenho, gerenciá-lo com eficiência e agregar mais valor ao mesmo, certo? Pois bem, o ITIL coloca que para os serviços de TI não bastam, simplesmente, medirmos o desempenho de itens isolados, sejam eles de infraestrutura, como um servidor de banco de dados por exemplo, ou sejam de aplicativos em operação. Na verdade, a medição de serviço deve ser capaz de medir e reportar um determinado serviço de TI de ponta a ponta, ou seja, todo o serviço e seu ciclo de vida. Mas como fazer isso?

Para resolver essa equação, que não é simples, o ITIL sugere que se crie uma estrutura de medição de serviços, onde a combinação de métricas consideradas importantes para o serviço proveem uma perspectiva acurada e balanceada sobre o serviço.

Assim sendo, o primeiro passo para a criação dessa estrutura de medição é entender e assimilar os processos de negócio e, a partir deles, identificar aqueles que mais contribuem para entregar valor ao negócio. A partir daí, a combinação de que falamos no parágrafo anterior refere-se a identificar, dentre as opções a seguir, quais necessidades devem ser medidas para identificar a “saúde” de um determinado serviço: serviços, componentes e processo de gerenciamento do serviço.

Caros leitores do nosso humilde blog, com essa postagem finalizamos a extensa, mas interessante viagem pela biblioteca ITIL. Espero que tenha contribuído para disseminar o conhecimento sobre esse importante capítulo na nossa busca por uma Gestão de TI Inteligente. Vamos entrar em um novo assunto a partir da próxima postagem. Espero que seja tão interessante como foi este.

Vamos juntos?

… então

... Sigam-me os bons!!!!