sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

COBIT – Processos – Domínio DS – Parte 1

Queridos leitores, continuando a nossa viagem pelos processos do COBIT, daremos início ao domínio DS (Deliver and Support – Entrega e suporte). Para aqueles que já estudamos o ITIL, especialmente a versão 2, este nome nos parece bem familiar, não? Eh, meus amigos... …o COBIT, que não é bobo nem nada, utiliza muitos dos conceitos de outras metodologias, modelos e bibliotecas na sua confecção. É assim que ele se transformou em um modelo guarda-chuva que tem o objetivo de fazer o alinhamento entre o negócio e a TI.

No domínio DS temos 13 processos, mas para facilitarmos o entendimento da figura abaixo (que está crescendo cada vez mais!), vamos falar, inicialmente, dos processos que vão do DS1 até o DS6, OK? Então vamos lá!! Sem parar para respirar, como diz minha filha!



DS1 – Definir e gerenciar níveis de serviço – Particularmente, me parece meio estranho o modelo COBIT definir os níveis de serviço depois dos processos do domínio AI. De qualquer forma, é assim que está definido no modelo. Este processo busca entender os requisitos do serviço, definir os acordos de níveis de serviço (SLA) e acompanhá-los para saber se estão sendo cumpridos.

DS2 – Gerenciar serviços de terceiros – A partir do processo anterior, este processo tem a incumbência de fazer a gestão de contratos efetuados com terceiros, identificando e categorizando os fornecedores, mitigando riscos e monitorando o desempenho desses contratos.

DS3 – Gerenciar desempenho e capacidade – Este processo é responsável por atender os requisitos de tempo de resposta, melhorar continuamente o desempenho e a capacidade e minimizar os downtimes para atender os SLA estabelecidos no processo DS1. Muito similar aos processos de Gerenciamento da Capacidade e Gerenciamento de Disponibilidade do ITIL, conforme já vimos aqui no nosso blog.

DS4 – Garantir continuidade dos serviços – Este processo é análogo à Gerência de Continuidade do ITIL. Ele busca prover a resiliência do serviço. Epa! Resiliência? Para aqueles que não sabem o que essa palavra significa, este humilde blog informa, objetivamente, que resiliência é mais ou menos a capacidade de tomar bordoada e continuar de pé. Sacaram? 

DS5 – Garantir segurança dos sistemas – Também análogo a área de segurança do ITIL, este processo busca definir políticas, planos e procedimentos de segurança de TI. Este processo também é responsável por resolver incidentes de segurança.

DS6 – Identificar e alocar custos – Processo que acaba por disciplinar o uso dos recursos. Funciona como o accountability & charging do ITIL V2. Como ele aloca e captura os custos de TI de forma tempestiva, evita o aquela máxima do “pode pedir tudo o que quiser”.

Ufa!!! passados os primeiros processos do domínio DS, continuaremos, na próxima postagem!

Vocês não perdem por esperar!!!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

COBIT – Processos – Domínio AI – Parte 2

Finalizando os processos do domínio AI (Aquire and Implement – Aquisição e Implementação), descreveremos sucintamente os processos AI6 e AI7, completando, assim, a figura abaixo com todos os processos dos domínios estudados até agora pelo nosso blog (PO e AI). 



AI6 – Manage changes – Apesar dos processos do domínio AI estarem mais ligados a frameworks como CMMI e MPS.br, o processo AI6 é análogo ao processo de mudanças do ITIL. Este processo é o responsável por controlar todas as mudanças no que diz respeito ao impacto, ao processo de autorização e implementação das mudanças, buscando minimizar, ao máximo, os erros.

AI7 – Instalar e certificar soluções e mudanças – Assim como no processo anterior, este processo também é análogo a outro processo do ITIL, o famoso gerenciamento de liberação. Este processo é quem de fato realiza as mudanças e testa aplicações e soluções de infraestrutura para que elas sejam adequadas aos propósitos para os quais foram desenhadas. 

A partir da próxima postagem entraremos nos processos do domínio que está mais relacionado a parte operacional da organização, o domínio DS (Delivery and Suport – Entrega e suporte).

Vamos juntos?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

COBIT – Processos – Domínio AI – Parte 1

Como dito na postagem anterior, a partir desta postagem falaremos dos processos do domínio AI (Aquire and Implement – Aquisição e Implementação). Este domínio possui os 7 processos responsáveis pelo relacionamento entre as estratégias definidas e as soluções de TI, verificando a parte de desenvolvimento e/ou aquisição de soluções e o uso dos recursos disponíveis.

Por uma questão didática, veremos nesta postagem os 5 primeiros processos, uma vez que possuem uma relação mais próxima entre si, conforme mostra a figura abaixo. Combinado? Então vamos lá!



AI1 – Identificar soluções – Identificar, com base na estratégia definida e nas decisões financeiras de investimento, as soluções de TI que sejam viáveis e que possuam uma boa relação custo-benefício.

AI2 – Adquirir e manter aplicações – Este processo é responsável por definir um método de desenvolvimento (RUP, MSF, etc) que atenda as necessidades do negócio e que seja baseado no que foi definido no processo anterior, AI1 – Identificar soluções.

AI3 – Adquirir e manter infraestrutura tecnológica – Este processo é responsável por disponibilizar as plataformas apropriadas para as aplicações que irão suportar o negócio, conforme identificado no processo AI1. Em outras palavras, é o processo responsável por adquirir e manter a infraestrutura tecnológica para as aplicações.

AI4 – Habilitar operação e uso – É o processo responsável por fazer toda a transferência de conhecimento em relação a uma determinada solução. É responsável por criar os manuais e os materiais de treinamento capazes de fazer a transferência de conhecimento para as pessoas que irão fazer uso de uma determinada solução de TI.

AI5 – Adquirir recursos de TI – Diferente do processo AI2, este processo diz respeito à contratação de soluções, pessoas, habilidades e consultorias de TI que respondam à estratégia de TI.

Bem pessoal, passados os primeiros processos do domínio AI, finalizaremos este domínio com os dois processos restantes na próxima postagem.

Não percam as cenas dos próximos capítulos...
… Sigam-me os bons!!!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

COBIT – Processos – Domínio PO – Parte 2

Dando continuidade aos processos do domínio PO (Plan and Organize – Planejamento e Organização), veremos nesta postagem os processos restantes (PO6 a PO10). Percebam, na figura abaixo que estamos atualizando paulatinamente de acordo com a evolução dos processos tratados, que, diferentemente dos processos anteriores, os processos a partir do PO6 estão na esfera tática (gerencial) da organização.


PO6 – Comunicar metas e diretrizes gerenciais – Este processo tem como meta criar uma série de políticas e diretrizes a fim de que as definições estratégicas, definidas nos processos anteriores, possam chegar de forma clara e efetiva ao nível tático da organização. O COBIT percebe a necessidade de se criar um framework de controle de TI que irá abranger toda esta parte de política e diretrizes de comunicação.

PO7 – Gerenciar recursos humanos de TI – Com um nome bem sugestivo, este processo tem o papel mais tático no que diz respeito aos recursos humanos. É responsável pela parte de gerência do dia a dia do pessoal, como por exemplo: contratações, treinamentos, formulação de planos de carreira, atribuição de papéis e criação das descrições de cargos.

PO8 – Gerenciar qualidade – Este processo define um sistema de gestão de qualidade e monitora o desempenho de acordo com objetivos predefinidos. Além disso, este processo é responsável por implementar um programa de melhoria contínua dos serviços de TI.

PO9 – Avaliar e gerenciar riscos de TI – Estabelecimento de um framework de gerência de riscos de TI, na sua visão clássica, capaz de avaliar, mitigar e comunicar os riscos residuais. Este framework deve ser integrado ao gerenciamento de riscos da organização como um todo.

PO10 – Gerenciar projetos – Este processo é muito cobrado nas provas de certificação COBIT e basicamente define e garante o cumprimento de abordagens de Gerência de Projetos e Programas por meio da definição de um método para criação e gerenciamento de Portfólios, Programas e Projetos (lembram-se que já disse uma vez que o COBIT é um modelo guarda-chuva?).

Bom pessoal, chegamos ao final dos processos do domínio PO. Na próxima postagem daremos início aos processos do domínio AI (7 processos ao todo).

Vocês não perdem por esperar...

Sigam-me os bons...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

COBIT – Processos – Domínio PO – Parte 1

Após passarmos pela forma como o COBIT estrutura as informações dos seus processos, entraremos, a partir desta postagem, em cada um dos domínios, explicando de forma sucinta os processos existentes em cada um deles. É claro que não temos a intenção de adentrar de forma aprofundada em cada processo, pois acabaríamos enveredando por um caminho pouco atraente para este tipo de meio de comunicação. Em vez disso, iremos listar cada um dos processos, identificando os objetivos e as características que considerarmos interessantes, combinado? Então mãos a obra!!!

Vamos dar o ponta pé inicial pelo domínio PO (Plan and Organize – Planejamento e Organização). Este domínio é composto por 10 processos e está mais ligado aos aspectos estratégicos e táticos da TI e da organização, ou seja, os processos deste domínio buscam definir como a TI suportará o negócio de forma eficiente e eficaz.

Veremos abaixo do processo PO1 ao PO5, que estão ligados a parte mais estratégica da organização.

PO1 – Definir um plano estratégico de TI – Este processo tem como meta integrar a gestão de TI à gestão de negócios, por meio da ofertas de serviços de TI que atendam aos requisitos de negócio (famoso alinhamento entre TI e negócio!). É importante lembrar que a oferta de serviços de TI não é feita de forma desordenada e que o processo busca desenvolver estratégias para que as entregas sejam feitas de forma eficiente e eficaz e que de fato tenham efetividade.

PO2 – Definir a arquitetura da informação – Este processo busca estabelecer um modelo de dados corporativo que garanta a integridade e a consistências desses ativos, ou seja, como a organização vai lidar com a informação que possui e com a informação que é trocada com o meio em que vive. Este trabalho consiste na definição de modelos, classificações, propriedades, padrões, entre outros.

PO3 – Determinar a direção tecnológica – Este processo é mais conhecido como a definição de padrões tecnológicos de infraestrutura que permitam aproveitar oportunidades. Estes padrões, obviamente, não devem ser colocados de forma arbitrária sem um estudo da realidade da empresa e das necessidades do negócio.

PO4 – Definir processos organizacionais e relacionamentos – Estabelecimento de comitês de TI que sejam transparentes e flexíveis e de processos de TI que estejam claros em termos de papéis e responsabilidades.

PO5 – Gerenciar o investimento em TI – É o processo responsável por tomar as decisões sobre a grana a ser utilizada na TI. Estas decisões devem ser efetivas e eficientes no que tange aos investimentos nesta área. Para que isso seja possível, o processo indica a necessidade de definir e monitorar orçamentos de TI de acordo com a estratégia definida pela organização.

Bem pessoal, de forma resumida passamos pelos primeiros processos do domínio PO. Para que o entendimento se torne mais fácil, iremos preencher a figura abaixo a medida em que formos tratando os processos do COBIT. Vejam que os primeiros processos, como já dissemos, estão voltados para a área mais estratégica da empresa.



Continuaremos a explorar os processos do COBIT nas próximas postagens...

Não percam as cenas dos próximos capítulos...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

COBIT – Estrutura dos Processos – Apresentação dos Processos – Parte 3


Finalizando a forma de apresentação dos processos dentro do COBIT, veremos nesta postagem que o COBIT reserva as últimas páginas que descrevem cada processo para colocar as sugestões de métricas para os objetivos, conforme figura abaixo, e o modelo de maturidade do processo em questão.

  
Em relação às métricas, vale a pena lembrar que elas dizem respeito aos três níveis de objetivos (de TI, de processos e de atividades) e que são descritas como métricas de resultados (antiga KGI) e métricas de Desempenho (antigas KPI). Quem quiser relembrar um pouco mais sobre estes itens, favor verificar a postagem do dia 28 de setembro de 2012.

É importante dizer, ainda, que as métricas mostradas nos processos são sugestões e que cada empresa, de acordo com a sua necessidade de negócio, pode adicionar, altear ou suprimir aquelas que não fizerem sentido.

Por fim, conforme figura abaixo, o COBIT descreve os níveis do modelo de maturidade para cada processo. Percebam que cada processo terá a sua definição para cada nível de maturidade, mas todas utilizarão como base a descrição geral, conforme colocamos na postagem do dia 21 de setembro de 2012.


Queridos leitores, com esta postagem finalizamos a estrutura de apresentação dos processos do COBIT. A partir de agora daremos uma pincelada nos processos mais conhecidos de cada domínio.

Vamos juntos? Então...

... Sigam-me os bons!!!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

COBIT – Estrutura dos Processos – Apresentação dos Processos – Parte 2


Dando continuidade à postagem anterior, as próximas informações apresentadas para cada processo são os Objetivos de Controle e as Diretrizes de Gerenciamento. Conforme podemos ver na figura abaixo (se a visualização não estiver boa, clique na imagem para vê-la no tamanho original), cada processo traz um grupo de Objetivos de Controle que são descritos de forma detalhada. É importante sempre lembrar que não há um número fixo de Objetivos de Controle por processo. Além disso,  conforme visto na postagem do dia 06 de setembro de 2012, existem também os Objetivos Gerais, que servem para todos os processos do modelo (veja a referida postagem para identificar os Objetivos Gerais).



Após a explanação de cada um dos objetivos de controle, o COBIT apresenta as Diretrizes de Gerenciamento do processo. Os quadros da figura abaixo (clique na figura para aumentá-la) parecem complicados a primeira vista, mas na verdade são bem simples de entender,  querem ver? O quadrinho da esquerda representa os produtos que servem de entrada para o processo em questão. Percebam que alguns produtos não são provenientes de outros processos do COBIT (aqueles que não possuem identificador na coluna origem). Sim! Isso acontece, uma vez que o COBIT é um modelo que busca o alinhamento entre TI e negócio, lembram? Assim sendo, nada mais natural que produtos de outros modelos, metodologias e frameworks sejam utilizados como insumos para processos dentro do COBIT! Já o quadro da direita representa as saídas produzidas pelo processo que está sendo descrito e quais são os outros processos que irão consumi-las. É dessa forma que se cria uma cadeia de valores para identificar, em uma auditoria, se a TI está, de fato, obtendo resultados positivos para o negócio. Bem legal, não acham?



Além dos quadros de entrada e saída, também é apresentado, na seção de Diretrizes de Gerenciamento, a matriz RACI (já discutida em postagens anteriores). Apenas para refrescar a memória dos mais esquecidos, a matriz RACI traz as atividades do processo e o grau de responsabilidade dos papéis envolvidos em cada uma delas, divididos em: R – Responsável, A-Responsabilizado (Accountable), C- Consultado e I – Informado.

Na próxima postagem finalizaremos a forma de apresentação dos processos dentro do COBIT. Alguém teria ideia de quais informações estão faltando, depois de todas as coisas que já foram ditas? Valendo um bombom?

Se você está curioso então não perca a próxima postagem...

... Sigam-me os bons!!!