sexta-feira, 12 de setembro de 2014

APF – Tipos de Contagem



Queridos leitores, conhecidos os componentes da Análise de Ponto de Função, vamos identificar, nesta postagem, os diferentes tipos de contagem que podemos fazer. É preciso lembrar, inicialmente, que a APF trabalha com o tipo de contagem conhecida como contagem detalhada, porém a NESMA - Netherlands Software Metrics Users Association - reconhece outros dois tipos de contagem utilizando os mesmos componentes definidos pela IFPUG. Estas contagens são conhecidas como contagem indicativa e contagem estimativa. Vamos detalhar um pouco mais sobre os três tipos, ok?

    • Contagem Indicativa. A contagem indicativa é obtida com a definição dos arquivos lógicos (ALI e AIE) e deve ser feita para mensurar o tamanho inicial do projeto, a fim de identificar prazos macros. Os Pontos de Função são calculados pela seguinte fórmula: Tamanho = 35 * ALI + 15 * AIE. Esta fórmula é baseada na premissa, definida estatisticamente, de que, em  média, uma aplicação terá: 3 EE para cada ALI, 1 CE para cada ALI, 2 SE para cada ALI, 1 CE para cada AIE e 1 SE para cada AIE.
 
    • Contagem Estimativa. A contagem estimativa é obtida com a definição, além dos arquivos lógicos (ALI e AIE), das transações referentes a uma determinada aplicação. Aproxima a contagem do tamanho real e ajuda a definir o esforço para se desenvolver a solução. Calcula-se o número de Ponto de Função pela aplicação dos pesos recomendados pelo manual do IFPUG.
 
    •  Contagem Detalhada. A contagem detalhada traz o tamanho real do software. Esta contagem é utilizada na criação de um Baseline do sistema. Serve também para auditorias em relação ao tamanho do software. Utiliza toda a mecânica de contagem, que detalharemos nas próximas postagens.

Um assunto que veremos mais a frente, mas que gostaria de deixar uma primeira pincelada aqui, diz respeito a contagem dos pontos de função não ajustados. As contagens Indicativa e Estimativa tratam apenas de Pontos de Função não ajustados, já a contagem detalhada, normalmente passa pela fase onde é feito o ajuste nos pontos de função. Ficou muito vago? Não se preocupem que falaremos disso mais tarde, quando estivermos passando pelas etapas da contagem, preconizada no manual de contagem de pontos de função do IFPUG.

Vocês não perdem por esperar...

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

APF – Componentes da Análise de Ponto de Função



De volta aos trabalhos, vamos, nesta postagem, falar dos componentes da Análise de Ponto de Função que permitem, de certa forma, “tangibilizar” algo intangível, como a definição do tamanho de um determinado software por exemplo.

Antes de qualquer coisa, devemos lembrar que a Análise por Ponto de Função foi criada para que o usuário do sistema, que normalmente não conhece nada sobre programação, tenha noção do tamanho daquilo que se está comprando ou solicitando, a fim de ter um parâmetro aceitável de comparação entre as opções disponíveis. A APF é feita sempre com a “visão do usuário”, ou seja, a contagem é baseada nos requisitos do usuário e naquilo que ele consegue “ver” funcionando no software.

A APF foi criada pela International Function Point User Group (IFPUG) e este grupo definiu cinco componentes onde a contagem dos Ponto de Função irão acontecer, vamos a eles:


  • ALI (Arquivo Lógico Interno) – Arquivo lógico que é mantido pela aplicação. Sua contagem é baseada na quantidade de campos de dados e registros lógicos nele contido.
  • AIE (Arquivo de Interface Externa) – Arquivo lógico que é acessado pela aplicação, porém não é mantido por ela, ou seja, outra aplicação ou software mantém este arquivo lógico. Assim como o ALI, o AIE é contado baseado na quantidade de campos de dados e de registros lógicos.
  • EE (Entrada Externa) – Processo de negócio que mantém os dados em um ou mais ALI(s) ou processo de controle que direciona o software para atender os requisitos de negócio identificados pelo usuário. Sua contagem é feita baseado na quantidade de campos de dados que serão atualizados pelo processo de negócio e na soma dos ALI e AIE participantes neste processo.
  • SE (Saída Externa) – Processo de negócio que gera dados derivados (não armazenados) como relatórios, por exemplo.
  • CE (Consulta Externa) – Conjunto de gatilho-resposta por meio da qual uma solicitação entra no sistema e provoca a recuperação de dados necessários para atender à solicitação.

A figura abaixo mostra, um exemplo de cada um dos componentes da APF



Percebam que uma das primeiras coisas que devemos fazer é determinar a fronteira do sistema, ou seja, definir o que vamos contar para distinguir ALI(s) de AIE(s) e o que será contado em relação às operações (EE, SE e CE).

Entendido os componentes da APF, nas próximas postagens vamos detalhar o processo de contagem de cada um desses componente e os diferentes tipos de contagem...

Sigam-me os bons!!!


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

APF – Volta das Férias!





Estamos de volta!!! Depois de merecidas férias, estamos prontos para continuar a nossa viagem pela Análise de Ponto de Função! Espero que vocês também estejam, pois, entraremos com tudo nesta metodologia de medição de algo tão complicado de medir... ... o software que produzimos!

Vocês não perdem por esperar...

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

APF - Férias!!




Pessoal, vou sair rapidinho de férias, mas volto em duas semanas para continuarmos a nossa viagem pela Análise de Pontos de Função...

É sempre bom dar um tempinho para descansar com a família...

Até a volta...

... Vocês não perdem por esperar!!!


sexta-feira, 25 de julho de 2014

APF - Introdução



Queridos leitores, iniciamos, com esta postagem, uma nova viagem que promete ser intrigante! Vamos falar da APF – Análise de Pontos de Função. Alguns podem estar se perguntando: para que existe isso? Qual o seu objetivo? Qual a utilidade?

Bem, antes de começar a responder as perguntas acima, gostaria de colocar outras questões que talvez ajudem a entender o porquê de se utilizar a APF. Você sabe precificar um software? Sabe medir o tamanho e o esforço de construção de uma determinada aplicação? Pois é... Antigamente, a coisa era feita na intuição ou na sugestão “infalível” do Oráculo (na época não existia o Google, verdadeiro oráculo, então, normalmente, o Oráculo era representado pelo cara mais cabeça da área de TI que tinha o “respeito tecnológico” de todos – hehehehe).

É claro que este tipo de abordagem não poderia sobreviver em um mundo competitivo como o nosso. Era necessário se medir, de alguma forma, uma determinada aplicação. A APF tenta suprir esta necessidade (vale a pena lembrar que não é a única), já que ela pode ser definida como uma técnica que permite medir a funcionalidade de um software, sob a visão do usuário, a partir da descrição dos requisitos do usuário.  Percebam que o sucesso da APF está no fato dela ser uma técnica de medição baseada na visão do usuário... Ahhhhhh! Então é por isso que ela consegue ser entendida por pessoas que não são de TI? Siiimmmmm... Interessante não?

A APF possui os seguintes objetivos:


  • Medir sistemas, independentemente da tecnologia utilizada, pois se baseia nas funções executadas que podem ser identificadas pelos usuários.
  • Identificar um padrão de medida para a produtividade e qualidade da área de sistemas, uma vez que se aprimora, a partir do histórico de uma equipe, os indicadores de produtividade.
  • Como consequência do item anterior, acaba por ser uma ferramenta auxiliar nas estimativas de recursos para o desenvolvimento de aplicações.
  • Permitir comparações entre projetos similares.

Estão convencidos que a APF é algo interessante e que é mais uma peça importante para uma gestão de TI Inteligente? Então vamos juntos mergulhar nesta técnica! Tentarei usar exemplos vividos na realidade para ilustrar melhor, combinado?

... então...

... Sigam-me os bons!!!