sexta-feira, 15 de março de 2013

COBIT – Processos – Domínio ME

Queridos leitores, para finalizar os processos do COBIT e completarmos a nossa figura, falaremos nesta postagem dos 4 processos do domínio ME (Monitor and Evaluate). Como já dito em postagens anteriores, os processos deste domínio estão focados em monitorar o desempenho e avaliar os controles de TI nos três níveis da organização (estratégico, tático e operacional). Por isso, conforme percebemos na figura abaixo, que agora se completa com todos os processos, os 4 processos do domínio ME estão espalhados nos três níveis.


Para clarificar os processos deste domínio, façamos um leve detalhamento de cada um.

ME1 – Monitorar e avaliar o desempenho de TI – Este processo está mais ligado a parte operacional, uma vez que faz o monitoramento das métricas dos processos relatando-os e buscando implementar ações de melhorias. Seu foco está está na coleta de metas e indicadores e na revisão do desempenho comparado com as metas predefinidas.

ME2 – Monitorar e avaliar controles internos – Este processo monitora os processos de controle das atividades de TI e identifica, também, possíveis ações de melhorias. Seu foco principal está na monitoração dos objetivos de controle.

ME3 – Garantir conformidade com requisitos – Processo responsável por verificar leis, regulamentos e contratos e se há conformidade destes com as atividades de TI. Além disso, deve buscar a otimização dos processos para evitar a não-conformidade com os requisitos externos.

ME4 – Prover governança de TI – Processo responsável por elaborar relatórios estratégicos de TI que mostram o desempenho de TI em relação ao negócio e seus objetivos. Tem o foco no estabelecimento de um framework de governança de TI que esteja integrado à governança corporativa.

Finalizamos, com essas última informações, a nossa viagem por este incrível framework de governança de TI, chamado COBIT. Pelo o que pudemos estudar, ficou claro que o alinhamento da TI com o negócio passa, especialmente, pelo controle e por processos que possam fazer com que a TI deixe de ser apenas “centro de custo” para se tornar a alavanca e a ferramenta de expansão e manutenção do negócio.

Na próxima postagem faremos uma reflexão e um breve planejamento para definirmos os próximos assuntos a serem abordados pelo nosso humilde blog. Espero que continuem conosco nesta intrigante viagem em busca de uma TI inteligente!

Sigam-me os bons!

sexta-feira, 8 de março de 2013

COBIT – Processos – Domínio DS – Parte 3

Queridos leitores, finalizando o domínio DS, falaremos, nesta postagem, dos últimos três processos que ficaram faltando.

Como mostra a nossa figura evolutiva dos processos do COBIT, os últimos três processos do domínio DS não estão interligados de forma direta aos outros processos, como acontece com seus antecessores, mas eles são processos operacionais de vital importância para o bom funcionamento de qualquer organização que utiliza serviços de TI. Vamos a eles?



DS11 – Gerenciar Dados – Este processo tem o objetivo principal de manter os dados, íntegros e disponíveis quando requisitados. Trata, também, das operações de backup e restore das informações, além do descarte das informações que não são mais úteis.

DS12 – Gerenciar o ambiente físico – Processo que trata de assuntos que muitas vezes são negligenciados pelas organizações e que só são lembrados quando algum problema sério ocorre, como por exemplo: mecanismos contra incêndios, segurança física das instalações, etc.

DS13 – Gerenciar operações – Processo responsável por controlar o dia a dia, verificar o atendimento dos níveis de serviço operacionais no que diz respeito ao processamento de informações, monitoramento dos ativos, etc.

Bem queridos leitores, passados todos os processos do domínio DS, só nos falta agora, para terminarmos a nossa viagem pelo COBIT, falarmos dos processos do domínio ME.

Não fiquem tristes, pois iremos abordar outros temas após completarmos a nossa viagem pelo COBIT!!! 

Vocês não perdem por esperar!!!

sexta-feira, 1 de março de 2013

COBIT – Processos – Domínio DS – Parte 2

Dando continuidade aos processos do domínio DS (Deliver and Support), falaremos nesta postagem dos processos que vão do DS7 ao DS10. Percebam, na figura abaixo, que o modelo está ficando completo, dando assim uma visão geral de como age o COBIT dentro das organizações.


DS7 – Educar e treinar usuários Assim como o Denorex (vixi! Fui longe agora!), que parece mas não é, o processo DS7 não deve ser confundido com o processo AI4 (Habilitar operação e uso), já visto em postagens anteriores. O processo DS7 se preocupa com a compreensão contínua das necessidades de treinamento de usuários de TI. Além disso, é o processo responsável por executar um plano efetivo de treinamentos e medir os resultados.

DS8 – Gerenciar Service Desk e incidentes – Praticamente é um Copy/Paste da função Service Desk e do processo de Gerenciamento de Incidentes do ITIL. Tem o objetivo de implementar o service desk profissional, com resposta rápida aos incidentes que afetam os serviços de TI.

DS9 – Gerenciar configuração – Também é outro processo análogo ao ITIL. Visa estabelecer e manter um repositório de itens de configuração que seja completo e efetivo. Como mostra a figura acima, este processo acaba sendo base para o processo DS8, visto acima, e para o processo DS10, explicitado a seguir.

DS10 – Gerenciar problemas – Análogo ao processo de Gerenciamento de Problemas do ITIL, este processo deve registrar, rastrear e resolver cada problema que tenha impacto no negócio, identificando sua causa raiz.

Passados mais estes processos, restarão os processos DS11, DS12 e DS13 para a próxima postagem.

… então …

Sigam-me os bons!!!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

COBIT – Processos – Domínio DS – Parte 1

Queridos leitores, continuando a nossa viagem pelos processos do COBIT, daremos início ao domínio DS (Deliver and Support – Entrega e suporte). Para aqueles que já estudamos o ITIL, especialmente a versão 2, este nome nos parece bem familiar, não? Eh, meus amigos... …o COBIT, que não é bobo nem nada, utiliza muitos dos conceitos de outras metodologias, modelos e bibliotecas na sua confecção. É assim que ele se transformou em um modelo guarda-chuva que tem o objetivo de fazer o alinhamento entre o negócio e a TI.

No domínio DS temos 13 processos, mas para facilitarmos o entendimento da figura abaixo (que está crescendo cada vez mais!), vamos falar, inicialmente, dos processos que vão do DS1 até o DS6, OK? Então vamos lá!! Sem parar para respirar, como diz minha filha!



DS1 – Definir e gerenciar níveis de serviço – Particularmente, me parece meio estranho o modelo COBIT definir os níveis de serviço depois dos processos do domínio AI. De qualquer forma, é assim que está definido no modelo. Este processo busca entender os requisitos do serviço, definir os acordos de níveis de serviço (SLA) e acompanhá-los para saber se estão sendo cumpridos.

DS2 – Gerenciar serviços de terceiros – A partir do processo anterior, este processo tem a incumbência de fazer a gestão de contratos efetuados com terceiros, identificando e categorizando os fornecedores, mitigando riscos e monitorando o desempenho desses contratos.

DS3 – Gerenciar desempenho e capacidade – Este processo é responsável por atender os requisitos de tempo de resposta, melhorar continuamente o desempenho e a capacidade e minimizar os downtimes para atender os SLA estabelecidos no processo DS1. Muito similar aos processos de Gerenciamento da Capacidade e Gerenciamento de Disponibilidade do ITIL, conforme já vimos aqui no nosso blog.

DS4 – Garantir continuidade dos serviços – Este processo é análogo à Gerência de Continuidade do ITIL. Ele busca prover a resiliência do serviço. Epa! Resiliência? Para aqueles que não sabem o que essa palavra significa, este humilde blog informa, objetivamente, que resiliência é mais ou menos a capacidade de tomar bordoada e continuar de pé. Sacaram? 

DS5 – Garantir segurança dos sistemas – Também análogo a área de segurança do ITIL, este processo busca definir políticas, planos e procedimentos de segurança de TI. Este processo também é responsável por resolver incidentes de segurança.

DS6 – Identificar e alocar custos – Processo que acaba por disciplinar o uso dos recursos. Funciona como o accountability & charging do ITIL V2. Como ele aloca e captura os custos de TI de forma tempestiva, evita o aquela máxima do “pode pedir tudo o que quiser”.

Ufa!!! passados os primeiros processos do domínio DS, continuaremos, na próxima postagem!

Vocês não perdem por esperar!!!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

COBIT – Processos – Domínio AI – Parte 2

Finalizando os processos do domínio AI (Aquire and Implement – Aquisição e Implementação), descreveremos sucintamente os processos AI6 e AI7, completando, assim, a figura abaixo com todos os processos dos domínios estudados até agora pelo nosso blog (PO e AI). 



AI6 – Manage changes – Apesar dos processos do domínio AI estarem mais ligados a frameworks como CMMI e MPS.br, o processo AI6 é análogo ao processo de mudanças do ITIL. Este processo é o responsável por controlar todas as mudanças no que diz respeito ao impacto, ao processo de autorização e implementação das mudanças, buscando minimizar, ao máximo, os erros.

AI7 – Instalar e certificar soluções e mudanças – Assim como no processo anterior, este processo também é análogo a outro processo do ITIL, o famoso gerenciamento de liberação. Este processo é quem de fato realiza as mudanças e testa aplicações e soluções de infraestrutura para que elas sejam adequadas aos propósitos para os quais foram desenhadas. 

A partir da próxima postagem entraremos nos processos do domínio que está mais relacionado a parte operacional da organização, o domínio DS (Delivery and Suport – Entrega e suporte).

Vamos juntos?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

COBIT – Processos – Domínio AI – Parte 1

Como dito na postagem anterior, a partir desta postagem falaremos dos processos do domínio AI (Aquire and Implement – Aquisição e Implementação). Este domínio possui os 7 processos responsáveis pelo relacionamento entre as estratégias definidas e as soluções de TI, verificando a parte de desenvolvimento e/ou aquisição de soluções e o uso dos recursos disponíveis.

Por uma questão didática, veremos nesta postagem os 5 primeiros processos, uma vez que possuem uma relação mais próxima entre si, conforme mostra a figura abaixo. Combinado? Então vamos lá!



AI1 – Identificar soluções – Identificar, com base na estratégia definida e nas decisões financeiras de investimento, as soluções de TI que sejam viáveis e que possuam uma boa relação custo-benefício.

AI2 – Adquirir e manter aplicações – Este processo é responsável por definir um método de desenvolvimento (RUP, MSF, etc) que atenda as necessidades do negócio e que seja baseado no que foi definido no processo anterior, AI1 – Identificar soluções.

AI3 – Adquirir e manter infraestrutura tecnológica – Este processo é responsável por disponibilizar as plataformas apropriadas para as aplicações que irão suportar o negócio, conforme identificado no processo AI1. Em outras palavras, é o processo responsável por adquirir e manter a infraestrutura tecnológica para as aplicações.

AI4 – Habilitar operação e uso – É o processo responsável por fazer toda a transferência de conhecimento em relação a uma determinada solução. É responsável por criar os manuais e os materiais de treinamento capazes de fazer a transferência de conhecimento para as pessoas que irão fazer uso de uma determinada solução de TI.

AI5 – Adquirir recursos de TI – Diferente do processo AI2, este processo diz respeito à contratação de soluções, pessoas, habilidades e consultorias de TI que respondam à estratégia de TI.

Bem pessoal, passados os primeiros processos do domínio AI, finalizaremos este domínio com os dois processos restantes na próxima postagem.

Não percam as cenas dos próximos capítulos...
… Sigam-me os bons!!!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

COBIT – Processos – Domínio PO – Parte 2

Dando continuidade aos processos do domínio PO (Plan and Organize – Planejamento e Organização), veremos nesta postagem os processos restantes (PO6 a PO10). Percebam, na figura abaixo que estamos atualizando paulatinamente de acordo com a evolução dos processos tratados, que, diferentemente dos processos anteriores, os processos a partir do PO6 estão na esfera tática (gerencial) da organização.


PO6 – Comunicar metas e diretrizes gerenciais – Este processo tem como meta criar uma série de políticas e diretrizes a fim de que as definições estratégicas, definidas nos processos anteriores, possam chegar de forma clara e efetiva ao nível tático da organização. O COBIT percebe a necessidade de se criar um framework de controle de TI que irá abranger toda esta parte de política e diretrizes de comunicação.

PO7 – Gerenciar recursos humanos de TI – Com um nome bem sugestivo, este processo tem o papel mais tático no que diz respeito aos recursos humanos. É responsável pela parte de gerência do dia a dia do pessoal, como por exemplo: contratações, treinamentos, formulação de planos de carreira, atribuição de papéis e criação das descrições de cargos.

PO8 – Gerenciar qualidade – Este processo define um sistema de gestão de qualidade e monitora o desempenho de acordo com objetivos predefinidos. Além disso, este processo é responsável por implementar um programa de melhoria contínua dos serviços de TI.

PO9 – Avaliar e gerenciar riscos de TI – Estabelecimento de um framework de gerência de riscos de TI, na sua visão clássica, capaz de avaliar, mitigar e comunicar os riscos residuais. Este framework deve ser integrado ao gerenciamento de riscos da organização como um todo.

PO10 – Gerenciar projetos – Este processo é muito cobrado nas provas de certificação COBIT e basicamente define e garante o cumprimento de abordagens de Gerência de Projetos e Programas por meio da definição de um método para criação e gerenciamento de Portfólios, Programas e Projetos (lembram-se que já disse uma vez que o COBIT é um modelo guarda-chuva?).

Bom pessoal, chegamos ao final dos processos do domínio PO. Na próxima postagem daremos início aos processos do domínio AI (7 processos ao todo).

Vocês não perdem por esperar...

Sigam-me os bons...